HISTÓRIA


História
O distrito de Água Preta foi criado em 10-11-1809, subordinado ao município de Rio Formoso. Tornou-se município e retornou à condição de distrito até 1895, quando a vila de Água Preta foi elevada à município, através da Lei Estadual nº 130, em 03 de julho de 1895.
Por suas terras passou a Revolução Praieira, em 1848. O capitão Pedro Ivo refugiou-se nas matas de Água Preta após a derrota em Recife e ali organizou a resistência através de guerrilhas antes de se entregar.

Origens
”A PRINCESINHA DO UNA"
O Município da Água Preta originado nas terras palmarinas da República dos Palmares, reino de Zumbi, no século XVII, tendo sua povoação às margens do Rio Una – termo indígena que significa ‘preto’, de águas escuras – na confluência do Rio Mondego, no Poço das Ingazeiras, daí o seu primeiro nome “Povoado do Rio Preto” a oeste da cidade atual, que com o tempo, transformou-se em “Água Preta”.
Sua freguesia foi criada pela Resolução de Consulta de 10 de novembro de 1809, provida em 1812, sendo o seu primeiro vigário o Padre Sebastião Peixoto Guimarães.
Criada a vila pela Lei Provincial nº 156, desmembrada das terras da Vila do Rio Formoso, já que a freguesia foi desmembrada da Freguesia de Una.
Extinta a vila em 1853 por ter seus habitantes tomado parte ativamente na Revolução Praieira, última Guerra Civil do Império Brasileiro, sendo seu quartel General (QG), porém restaurada em 1859.
Teve a sua comarca criada em 1862 com a denominação de Comarca dos Palmares, nas terras palmarinas, município de grande superfície, perdendo a sua comarca para o Povoado de Montes em 1873 que tornou vila com o nome de Vila dos Palmares, devido a passagem da estrada de ferro da “Great Western of Brazil Railway” – Recife – São Francisco, com estação de nome Una, hoje, sede do Município dos Palmares poção territorial que progrediu rapidamente.
Com quilombos e quilombolas, dos confederados da República dos Palmares viveu momentos de sítios históricos com vitórias e reveses; com participação na Guerra dos Cabanos (1832-1836) pró restauração do 1º Reinado; Quartel General da Revolução Praieira (1848-1850), com seu filho herói Pedro Ivo Veloso da Silveira, Capitão-chefe do movimento militar, ao lado do Desembargador Nunes Machado. Exaltado Pedro Ivo porÁlvares de Azevedo e Castro Alves; na guerra contra o Paraguai enviou contingentes de filhos ao conflito e entre eles surgiram mártires e heróis.
Transformou-se em cidade pela Lei Estadual nº 130, de 03-07-1895, pois a comarca com o seu nome próprio é de 1884, instalada por seu 1º Juiz de Direito, Dr. José Brandão da Rocha.
Há no Município da Água Preta sítios históricos tais quais: Engenhos Ilha Grande, Almécega, Barra de Caraçuípe e Sacramento (sítios da Revolução Praieira); Bom Sucesso, Cruz de Malta e Barra d’Ouro(sítios da Guerra dos Cabanos).

Vultos Históricos
Como vultos históricos, Água Preta fulgura com seguintes nomes:
·         Dr. Francisco do Rego Barros, o Conde da Boa Vista, grande administrador, Presidente da Província de Pernambuco, doutor em matemática, nascido no Engenho Dona nas terras aguapretanas, hoje pertencente ao Município da Gameleira;
·         Cap. Hermínio Peregrino David Madeira, prefeito deste município;
·         Alferes Marcelino Franco da Silveira Lessa, mártir da Guerra do Paraguai;
·         Cel. Antiógenes Afonso Ferreira, herói da Guerra do Paraguai;
·         Cel. Manuel Veríssimo do Rego Barros, herói da Guerra do Paraguai;
·         Cabo Esdras Calado de Gouveia, herói, herói da Segunda Guerra Mundial (1842-45);
·         Cap. Pedro Ivo Veloso da Silveira, herói da Revolução Praieira (1848-50);
·         Prof. Dr. Nelson de Castro Chaves, médico nutrólogo de fama internacional, detentor da Comenda São Lucas, Professor Emérito da UFPE;
·         Dr. Fausto Figueiredo, político, Deputado Estadual e Ex-Prefeito dos Palmares;
·         Cel. Marcionilo Machado da Cunha Pedrosa, político, Ex-Prefeito da Água Preta;
·         Prof. Amaro Matias Silva, filólogo e sociólogo, estatístico e historiógrafo, advogado e jornalista, escritor e poeta, pesquisador social e cultor de heráldica, defensor do tupi Guarani e educador de gerações, filho desta terra aguapretana.


Nenhum comentário:

Postar um comentário